Entenda os benefícios da iniciação científica para o aluno e para a sociedade.

A iniciação científica é um programa extremamente importante para o desenvolvimento do aluno e do ambiente acadêmico da carreira que o estudante escolheu para seguir. É por meio da iniciação científica que o estudante se torna pesquisador, e existem algumas formas de garantir e incentivar a pesquisa científica no ambiente acadêmico.

Todos os anos, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP concede bolsas de Iniciação Científica no valor de R$ 695,70 mensais por 12 meses ao graduando que obteve a aprovação do projeto de pesquisa submetido. A FAPESP é conhecida mundialmente por financiar pesquisas de qualidade em todo o estado de São Paulo. O aluno bolsista deve enviar relatórios demonstrando a realização e o andamento do projeto financiado. A professora Dra. Ana Carolina Antunes Naime, coordenadora do curso de Biomedicina do UniAnchieta, afirma: “Ser bolsista FAPESP, na minha concepção, é uma honra ao aluno, devido ao grau de dificuldade e seletividade para conseguir financiamento pela agência”. Marian Pinto Guedes, estudante do curso, teve o seu projeto de pesquisa aprovado e é uma beneficiária da bolsa de Iniciação Científica da FAPESP. Sua pesquisa, que está em desenvolvimento, intitula-se Estudo genético e epidemiológico da relação de osteoartrite do quadril e joelho.

A equipe do Jornal Em Foco entrou em contato com Marian para conhecer um pouco essa experiência. O relatório final da pesquisa será entregue apenas em janeiro de 2019. Marian está fazendo um estudo genético de famílias que têm pacientes de osteoartrite em quadril e joelho, entrevistando os envolvidos e coletando amostras de sangue para a extração do DNA.

“Às segundas e terças nós passamos o dia no setor de ortopedia do Hospital São Vicente, pegando os prontuários de pessoas que estão com atendimento agendado e também na fila de espera para próteses, que por enquanto é o único tratamento”, relata Marian, que está trabalhando com 34 famílias e 938 pacientes de Jundiaí e região.

Quando perguntamos sobre sua carreira, principalmente a acadêmica, ela afirma: “É uma área bem interessante, sou apaixonada por genética e biologia molecular. Ter contato com os pacientes nessas situações faz com que a gente mude conceitos. É um projeto de grande importância, pois na região temos muitas pessoas com OA. Tive que aprender a ler e a interpretar raios-x, entender sobre a doença e o que ela afeta, como a família se comporta nessa situação. Tenho excelentes profissionais do meu lado, que me ajudam sempre que possível”.

Sobre a aprovação do projeto pela FAPESP, Marian considera uma grande mudança para seu currículo profissional: “Pelo nível de exigência, eles reconhecem e preparam muito melhor os profissionais para o mercado de trabalho. Além da bolsa, eles concedem recursos financeiros para reserva técnica, o que me permite participar de congressos, simpósios e jornadas no Brasil todo”.

Sobre a responsabilidade de realizar uma iniciação científica, Marian comenta: “Tem que ser dedicado. A pesquisa requer muita atenção e dedicação, mas tenho comigo minha orientadora e uma amiga que faz mestrado, elas me ajudam muito”.

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